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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Esperando

Hora de voltar
Amanhã teremos tudo novamente
Mais um dia, mais várias horas
Mais uma jornada diferente

Quem sabe o que os sonhos de hoje trarão
Isso, se é verdade que eles chegarão
Às vezes, apenas durmo
Me entrego ao sono e com as sombras me cubro

Pesadelos tenho frequentemente
Como um abismo que me olha de frente
Acordo como um menino, chorando
Então meu coração vai se acalmando

Mas espero um mundo de novidades
Alguma coisa boa na vida
Alguém que me ajude, talvez
Ou um remédio para as feridas

Dormirei, mais uma noite, sem fé
Esperando o amanhã que, talvez, não venha
Pode ser que me coloque de pé
Ao lado de uma lareira queimando lenha

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Na Praça

O som do córrego enche meus olvidos
A beleza das árvores e flores enche os meus olhos
Amo estar neste lugar tão querido
Um dia, estes serão apenas meus espólios

A menina corre atrás da borboleta
O menino se diverte no balanço
Cantando uma música sem letra
Parece até que não me canso

Observo os cães e cadelas
Correndo e pulando
Como moços e donzelas
Vão eles se amando

Observo um moço e uma donzela
Bebendo e caindo
Como um cão e uma cadela
Vão eles se agredindo

Chega alguém para apartar
Pra este acaba sobrando
Chega um policial para abrandar
E os três, em cana vão entrando

Confusão resolvida
Continuo observando
Antes da minha partida
As vidas vou retratando

Sobre a minha pouco falo
Não que não seja interessante
Mas ela é cheia de calos
E lembrá-la se torna agoniante

Prefiro falar sobre as coisas belas
Sobre as coisas que outros não veem
Como o sol batendo nas vielas
Mostrando o brilho que elas têm

Enfim, por hoje vou me despedindo
Me alimentar com o que ganhei de um amigo
Daqui a pouco estarei dormindo
E a lua, no céu, também estará comigo.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Mais Um Dia Na Linda Cidade

Acordo com os raios de sol que tocam no meu rosto.

Graças a Deus, a vida ainda não perdeu o gosto.

A vontade de viver sobrevive.

Mesmo que não haja quem me anime.


Pessoas passam na minha frente.

Todos com sua altivez.

Indo trabalhar, estudar,

Namorar, roubar, talvez.


Ninguém me olha.

Como se eu fosse um animal.

Mas ainda não tomei banho.

A culpa é minha de não estar legal.


Agora que já me arrumei

Pareço outro homem.

As mulheres me lançam olhares.

E os homens também.


Claro, os olhares delas são cintilantes e belos.

Os deles são raivosos e amarelos.

Elas gostam do que estão vendo.

Eles, por dentro, estão se roendo.


Vou para meu lugar de costume.

Ganharei meu pão e meu café.

Espero que alguém me arrume

Papel e caneta para mostrar minha fé.


Minha vida é assim.

Acordo, me arrumo e faço meus poemas.

Falo das belezas e afins,

Mesmo que algumas pessoas façam parte dos meu temas.




Continua...


Será?