segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
De repente 24!
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
No Mínimo Interessante (Parte 2 de 2)
Sim, estou atrasado. Um post que eu faria na segunda, comecei na terça, pulei a quarta e, se Deus quiser, acabei numa quinta. Então vamos logo acabando com essa malemolência e colocando isso aqui em movimento.
No último episódio você ficou sabendo do enterro do pai da tia Maria. Se eu conseguir lembrar de tudo, você saberá hoje, em primeira mão, como foi meu primeiro dia na faculdade.
A Faculdade
Após voltar do enterro e almoçar uma lazanha, esperei ansiosamente as 18 horas. Mas, como dizem muito no twitter, chega 2016 e não chega 18h.
Chegando o grande momento, fui embora da lavoura. Peguei o metrô/lata de sardinha/avião do trabalhador, pagando não exatamente do meu bolso e me expremi até a outra porta, me preparando para a luta da saída.
Cheguei à estação de destino e fui recebido com um pouco de ar, já que não tinha os mesmo obstáculos da terça, que vão nas curiosidades ao final do post.
Fui até a faculdade, entrei e me perdi, por conta de informações falsas obtidas com um segurança. Enquanto andava, procurando a sala de aula, minha turma ou um lugar para me esconder, me sentia como uma galinha com várias raposas por perto. Veteranos por todos os lados, com aquela cara de "hoje eu faço um calouro desistir".
Voltei à entrada, procurei a recepção e consegui extrair, da moça que me atendeu, as informações que realmente importavam. Por causa das minhas habilidades, não foi tão difícil. Só tive que perguntar.
Dirigi-me à aula, que já tinha iniciado. Para a minha alegria, devo ter chegado usn dois minutos atrasado para o começo das apresentações. Conheci alguns de meus coleguinhas, a professora Myrna, que é muito divertida, como uma certa personagem homônima, e a matéria que também deve ser divertida mas um pouco difícil. E quem disse que eu fui feito para coisas fáceis?
Após a aula fui à procura de um ponto que não achei, passei por outro na volta e acabei pegando o ônibus na frente da escola, por amor à minha vida e ao meu corpinho.
Fui para casa falando bastante (?) no celular, usei a funcionalidade do B.U.C. (Bilhete Único Carioca) e não lembro de todo o resto.
Assim acabou uma das segundas mais iteressantes da minha vida. Vejam, agora, as curiosidades:
Curiosidades
* Minha professora parece ter um certo orgulho de ter um nome estranho, como Myrna com Y.
* Entrei no auditório, onde cantavam o Hino à Bandeira, e perguntei a um rapaz "O que está acontecendo aqui?" => "Aula inaugural de Construção Civil" => "Obrigado" => Saí. => Faço Sistemas Para Internet.
* A torneira do banheiro utiliza um sistema de impacto para a remoção de impurezas.
*Na terça o obstáculo na saída do metrô era um senhor marombado. Quase o derrubei.
* B.U.C. é lido como inglês => BÛK
*Todos os meus professores, até agora, são doidos.
* MYYYYYYYYRRRRRNAAAAA! (Leia com sotaque de roceiro e 'r' de paulista.)
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
No Mínimo Interessante (Parte 1 de 2)
Tudo começou quando acordei. Não lembro de como foi, mas sigamos.
O dia foi marcado por dois fatos: um enterro e o início das aulas da faculdade. Vamos por partes, como um bom esquartejador.
O Enterro
Eu trabalho com duas secretárias, cada uma em um horário. A da manhã estava de férias e com um pai à beira da morte. A da tarde só chegar tarde e está com um marido a vinte anos à beira da morte.
Estava navegando pelas internets quando recebi a ligação da tia da tarde, que passarei a chamar de "Josefa". Nome falso para preservar identidade e blá blá blá.
Ela dizia que o pai da "Maria" (tia da manhã, nome falso, etc...) havia falecido, passado dessa para uma melhor (quem sabe?) e sua filha solicitava nossa presença no velório e posterior enterro.
Fui. Pela amizade com a tia "Maria" e, também, pela quebra na rotina. Achei que seria interessante acompanhar as últimas homenagens a uma pessoa. Acertei em cheio.
O "passeio" já começou legal. Num táxi, que não foi pago por mim e onde tia "Josefa" comia um pedaço de pizza, passamos pela famosa Perimetral. O Elevado, para ser mais exato. Aquilo é enorme, bonito, com uma vista legal e rápido!
Após a Perimetral, a velha amiga Avenida Brasil. Após a Brasil, a Linha Amarela, pela qual eu também nunca tinha passado.
Chegamos a Inhauma por volta de 12:20h, com a celebração marcada para as 13h. Beleza! 40 minutos de espera, alternados entre olhar para a cara de pessoas que eu não conheço e beber água. Aproveitei para analisar as relações sociais que envolviam aquele momento. Minha bexiga agradeceu.
Como eu não era envolvido diretamente com o falecido, estava frio entre os parentes, tal qual uma pedra de gelo no forno. Mas não me derreti, não se preocupem.
Uma das coisas que achei, no mínimo, estranhas, foi o fato de as pessoas chegarem e cumprimentarem perguntando "tudo bem?" Como assim?! Uma pessoa morreu! NÃO É para estar tudo bem! Pelo menos isso foi o que eu sempre achei que os humanos sentissem.
O corpo estava coberto de flores, num caixão simples, sobre dois cavaletes, com um véu transparente por cima. Como ele já estava se deteriorando antes mesmo de morrer, uma parte de seu rosto estava com uma cor diferente, mas nada que causasse algum espanto ou repulsa. Eu acho.
Dada a hora e não foi encontrado o capelão, a própria família rezou um Pai Nosso e uma Ave Maria. Segui-se, então, o cortejo fúnebre. Uma Kombi levou o corpo enquanto nos guiava até o túmulo.
Entre todos que estava caminhando muito lentamente, me chamou a atenção um senhor que batia um papo descontraído com uma moça. Falava sobre a morte de um de seus filhos, sobre o bom espírita que era e disse que a vida era aquilo ali, enquanto apontava para os jazigos, lápides, caixões e pessoas que choravam por perto.
NÃO! A vida não é isso! Isso é o final da vida. A vida é o quanto você se marca e o quanto você marca outras pessoas. Quando você olha pra trás e vê tudo aquilo que passou, isso é sua vida. Quando as pessoas olham pra trás e lembram de você, isso é sua vida.
Continuamos caminhando, já no cemitério, em direção ao túmulo, deixando pessoas para trás. Pessoas que não queriam ver os últimos momentos. "Não entendem que é só um corpo! Apenas músculos, ossos, pele!", pensei na hora. Mas é, também, um símbolo. Enterrar "alguém" é dizer adeus àquela pessoa, àquele ser amado. E as pessoas não gostam de dizer adeus.
Fui até o final. Até ajudei a carregar o caixão, passando por cima de outros corpos enterrados. Achei interessante saber que ali embaixo haviam outros montes de ossos e cabelos, como os meus. Tenho uma certa curiosidade sobre o corpo humano, que me comoveu naquela hora. Minha mente borbulhava! Mas não fiz nada de estranho.
Colocaram o caixão na cova, fizeram, novamente, as duas rezas e, dessa vez, mais uma oração. Por fim, enterraram o corpo do seu Sílvio.
Amém.
Na hora de ir embora, vi a foto de uma mulher que parecia com a minha chefe (TODOS RI) e um jazigo de um pagodeiro que me envergonhou profundamente.
Em suma, me desculpem as pessoas que possam não entender, foi um passeio bem divertido.
Voltei ao trabalho de metrô, que também não foi pago por mim, trabalhei e me preparei para meu primeiro dia na faculdade, o qual contarei em momento oportuno.
(Continua...)
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
News
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Pequena parte de mim
Felippe da Silva Lima
Seu Maior Talento: Educador
Este tipo de Talento tem a capacidade de aprofundar o conhecimento, sistematizá-lo e passá-lo adiante. Muitos são aqueles que sabem em profundidade mas não sabem transmitir. Muitos também são os que sabem e não se comunicam bem com as pessoas para gerar um clima de aceitação e motivação em torno do que precisam aprender. Este Talento sabe facilitar o aprendizado por mais técnico que ele seja. Sabe entender e ouvir as pessoas e procurar chegar até elas de forma diplomática e amável, porém mantendo a distância e o respeito necessários ao bom educador. Ele tem o tempero certo entre o contato e o retraimento, entre o envolvimento e o distanciamento. Isto lhe faz ser a autoridade amada pelos que têm o privilégio de ser educados por ele.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Uma História Inesquecível - Pt. II
Ela já não sabia mais se era o certo. Ele não consegui mais fazê-la acreditar. Mensagens chegaram dizendo que aquilo não era pra ser. Pelo menos, não naquele momento. Eles conversaram, tentaram, mas, no final das contas, se apartaram.
Ele não queria desistir. Ela também não. Então eles continuaram se encontrando. Se vendo. Se falando. Se beijando. Cada momento que passavam juntos, mostrava que os dois foram feitos um para o outro, mas algo não estava certo. E, com o tempo passando, ele começaram a se distanciar por sua própria vontade.
Decidiram, então, esperar. Mas não conseguiam. Os dois se chamavam, sem palavras, sem som, apenas com os olhares. E eles continuaram se encontrando, escondidos, às vezes, e se amando. O amor continuava forte, o que trazia medo a ela. E se não fosse, mesmo, para acontecer? E se começassem a se entregar e se ferissem mais ainda caso tudo tivesse que acabar.
Foi, então, tomada uma decisão. Os dois não mais se encontrariam. Viveriam suas vidas, procurariam suas pessoas, seriam amigos e, quem sabe, um dia, se encontrassem novamente, quando tudo estivesse certo.
Ele sofreu com essa ideia. Sofreu muito por ter que se afastar de seu amor. Ter de desistir daquela a quem ele tanto queria. Daquela que seria sua por toda vida. Como desistir da própria vida?
Ele tentou. Pediu a Deus que tirasse todo aquele amor de seu coração. Pediu que voltasse ao tempo em que não a conhecia. Pediu para achar a pessoa certa. E Deus ouviu. Mas não respondeu de imediato.
Chorou, várias vezes, quando pensava que estava ficando "livre" e alguma coisa o fazia voltar ao que poderia se tornar uma ferida no coração. Não era, ainda, uma ferida. Por mais que tentasse arrancá-la de si. Não conseguia. Só puxava, sentia a dor lancinante, o frio constante e a alegria se esvaindo.
Acreditou, por um momento, que conseguiria se desvencilhar de tão grande amor. Pensou que, um dia, não sentiria mais essa dor. Achou que viveria feliz sem ela.
Pobre rapaz. Não sabia que estava condenado à morte. E morte por amor.
Mas o tempo passa...
(continua...)
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Uma História Inesquecível
O tempo passou e ele apenas esperou. Não quis tomar uma decisão desacertada. Ela era muito importante para que fosse usada por um sentimento confuso. Tudo que ele via era alguém muito especial, que ia crescendo em importância e começava a fazer parte da sua vida.
Então a necessidade de falar algo chegou. O medo o segurou por um momento, mas não conseguiu aplacar sua vontade. Muito tímido, ele começou a insinuar o que sentia. As palavras começaram a tomar novos significados e as frases ganhavam novas respostas. Respostas silenciosas, sem palavras, ...
A decisão veio no momento certo. Ele se segurou até não conseguir mais esconder tudo aquilo. E, numa bela madrugada, ele contou. Contou o que pensava, o que sentia, o que queria. Ela ouviu, mas queria conversar um pouco mais. Talvez já quisesse, mas não é daquelas que se entrega fácil. (Ouxe!)
Encontraram-se novamente. Não mais como se encontravam antes. Dessa vez foi diferente. Ideias diferentes. Ela já sabia o que ele queria. Ele procurava saber se ela queria. Ela deu-lhe uma chance.
Ele ficou feliz, e muito! Começou a crescer, então, tudo aquilo que já vinha crescendo ultimamente. Ela também começou a gostar daquilo tudo. Foram felizes.
Mas o tempo passa...
(continua...)