Acordei. E o que vejo me deixa furioso: toda a cidade jaz em cinzas. O que aconteceu com tudo? Quem foi o responsável por isso?
Enquanto ando, vou catando os pedaços do que havia. Tudo aquilo que um dia fez deste lugar um aconchego, está destroçado. Parece que se passaram vários anos, mas sei que isso é trabalho de apenas alguns meses.
Enfim, encontro o responsável por isso:
- O que houve por aqui?
- Não sei... Acho que me deixei levar... Eu sei que a culpa é minha...
- Exatamente! Por que você tem que ser assim tão frágil?
- Eu me deixei enganar... Deveria ter parado e lutado enquanto podia... Mas decidi acreditar no que não devia...
- Agora você terá que dormir e deixar tudo sob meu comando. Te chamarei se precisar.
Ele vai para um canto e se prepara para dormir. Sei que isso vai demorar. E enquanto demora, ele me atrapalha.
Começo agora a reconstruir toda a estrutura do que um dia foi uma bela fortaleza. Nada a abalava. Até deixá-lo tomar conta. Eu sabia que não deveria ter dormido. Mas precisava.
Aliás, a terra precisava. Enriquecimento do solo, troca das águas, e mais: tudo que está aqui destruído, e todas as marcas que foram deixadas, servirão para deixar o lugar mais forte.
Não será a mesma coisa de antigamente. Será melhor. Uma fortaleza mais bela e forte. A casa mais bela que alguém já pode ter visto.
Sim, a reconstrução será difícil. Há muito para fazer. Mas não não é impossível. Já fiz isso várias vezes. Em todas elas fiquei mais forte. Mais preparado para a próxima. E é assim que vai ser.
Como é bom estar de volta.
Ele ainda não dormiu. Mas vou deixá-lo assim. Melhor para ele. Para que também se torne mais forte. Um dia reinaremos em harmonia, em equilíbrio, como fomos criados. Nesse dia tudo estará em equilíbrio. As terras frias e as quentes se entenderão. Flores não terão problemas em nascer em meio à neve. Como anseio por esse dia!
Mas, por enquanto, reconstruirei o que deve ser reconstruído. Lançarei no fogo o que deve ser esquecido. Guardarei as relíquias. Limparei a casa. O equilíbrio não chegou, mas está próximo.
Continuo trabalhando para Nosso Mestre. Ele sabe o motivo de todas as coisas. Mesmo as ruins. E tudo isso é para nosso bem.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Não Morno.
Será que saio daqui triste? Ou feliz? Confuso, talvez? Acho que saio frio.
O ar gelado do ambiente invade-me as narinas, se move até os pulmões e, ali por perto, começa a criar uma bola vermelha de gelo. Não sinto mais aquela pulsação. De alguma forma, meu calor é levado pelo tempo, que, mesmo não sendo dos mais belos, cumpre seu desígnio.
Enquanto permaneço aqui, meu cérebro também começa a ser afetado. Perdendo o calor e a luz que havia nos meus pensamentos, começo a parar de pensar.
Parece a morte. Aquela indolor e silenciosa, mas fria.
Algo chama a minha atenção. Olho, e é como o sol. É uma estrela. Seu brilho e seu calor me tocam. Por mais que esteja distante, ainda sinto seus efeitos.
Um sorriso começa a se formar em meu rosto. Meus olhos ganham uma pequena faísca.
Aquela estrela, que está lá longe, me aquece. Começo a derreter por dentro. Meus pensamentos começam a florescer. Mas ela continua lá. Não se aproxima, não deixa que eu me aproxime. Mas está lá.
Sei que não a alcançarei, nem terei a chance de me banhar na plenitude de suas chamas, mas fico feliz em saber que a estrela lança alguns poucos raios em minha direção.
Estou melhor. Meu coração trabalha, meu sangue se move.
Mas o frio está ali. Me olhando. Esperando que a estrela se esqueça e não mais me aqueça.
O ar gelado do ambiente invade-me as narinas, se move até os pulmões e, ali por perto, começa a criar uma bola vermelha de gelo. Não sinto mais aquela pulsação. De alguma forma, meu calor é levado pelo tempo, que, mesmo não sendo dos mais belos, cumpre seu desígnio.
Enquanto permaneço aqui, meu cérebro também começa a ser afetado. Perdendo o calor e a luz que havia nos meus pensamentos, começo a parar de pensar.
Parece a morte. Aquela indolor e silenciosa, mas fria.
Algo chama a minha atenção. Olho, e é como o sol. É uma estrela. Seu brilho e seu calor me tocam. Por mais que esteja distante, ainda sinto seus efeitos.
Um sorriso começa a se formar em meu rosto. Meus olhos ganham uma pequena faísca.
Aquela estrela, que está lá longe, me aquece. Começo a derreter por dentro. Meus pensamentos começam a florescer. Mas ela continua lá. Não se aproxima, não deixa que eu me aproxime. Mas está lá.
Sei que não a alcançarei, nem terei a chance de me banhar na plenitude de suas chamas, mas fico feliz em saber que a estrela lança alguns poucos raios em minha direção.
Estou melhor. Meu coração trabalha, meu sangue se move.
Mas o frio está ali. Me olhando. Esperando que a estrela se esqueça e não mais me aqueça.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Na Praça
O som do córrego enche meus olvidos
A beleza das árvores e flores enche os meus olhos
Amo estar neste lugar tão querido
Um dia, estes serão apenas meus espólios
A menina corre atrás da borboleta
O menino se diverte no balanço
Cantando uma música sem letra
Parece até que não me canso
Observo os cães e cadelas
Correndo e pulando
Como moços e donzelas
Vão eles se amando
Observo um moço e uma donzela
Bebendo e caindo
Como um cão e uma cadela
Vão eles se agredindo
Chega alguém para apartar
Pra este acaba sobrando
Chega um policial para abrandar
E os três, em cana vão entrando
Confusão resolvida
Continuo observando
Antes da minha partida
As vidas vou retratando
Sobre a minha pouco falo
Não que não seja interessante
Mas ela é cheia de calos
E lembrá-la se torna agoniante
Prefiro falar sobre as coisas belas
Sobre as coisas que outros não veem
Como o sol batendo nas vielas
Mostrando o brilho que elas têm
Enfim, por hoje vou me despedindo
Me alimentar com o que ganhei de um amigo
Daqui a pouco estarei dormindo
E a lua, no céu, também estará comigo.
A beleza das árvores e flores enche os meus olhos
Amo estar neste lugar tão querido
Um dia, estes serão apenas meus espólios
A menina corre atrás da borboleta
O menino se diverte no balanço
Cantando uma música sem letra
Parece até que não me canso
Observo os cães e cadelas
Correndo e pulando
Como moços e donzelas
Vão eles se amando
Observo um moço e uma donzela
Bebendo e caindo
Como um cão e uma cadela
Vão eles se agredindo
Chega alguém para apartar
Pra este acaba sobrando
Chega um policial para abrandar
E os três, em cana vão entrando
Confusão resolvida
Continuo observando
Antes da minha partida
As vidas vou retratando
Sobre a minha pouco falo
Não que não seja interessante
Mas ela é cheia de calos
E lembrá-la se torna agoniante
Prefiro falar sobre as coisas belas
Sobre as coisas que outros não veem
Como o sol batendo nas vielas
Mostrando o brilho que elas têm
Enfim, por hoje vou me despedindo
Me alimentar com o que ganhei de um amigo
Daqui a pouco estarei dormindo
E a lua, no céu, também estará comigo.
Marcadores:
teto de céu
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Seria? Serei!
Seria feliz
Mas assim o destino quis
Não me deixou transformá-la
Na rainha que, em meu mundo, fiz
A vida é assim
Assim é a vida
Simplesmente complicada
Deixando a alma partida
A alegria da amizade
Na tristeza da despedida
O mais belo sorriso
Anestesiando minha ferida
Meu coração geme
E minha alma chora
Mas meu caminho
Não é de um homem que implora
Se Deus quis assim
Quem sou eu pra discutir?
Esse não é meu fim
Apenas um grande pedaço a partir
Mas serei feliz
Com ou sem ela ao meu lado
Espero que seja sempre
O amigo muito amado
19 de Abril de 2010
Felippe L.B. Katan
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Mais Um Dia Na Linda Cidade
Acordo com os raios de sol que tocam no meu rosto.
Graças a Deus, a vida ainda não perdeu o gosto.
A vontade de viver sobrevive.
Mesmo que não haja quem me anime.
Pessoas passam na minha frente.
Todos com sua altivez.
Indo trabalhar, estudar,
Namorar, roubar, talvez.
Ninguém me olha.
Como se eu fosse um animal.
Mas ainda não tomei banho.
A culpa é minha de não estar legal.
Agora que já me arrumei
Pareço outro homem.
As mulheres me lançam olhares.
E os homens também.
Claro, os olhares delas são cintilantes e belos.
Os deles são raivosos e amarelos.
Elas gostam do que estão vendo.
Eles, por dentro, estão se roendo.
Vou para meu lugar de costume.
Ganharei meu pão e meu café.
Espero que alguém me arrume
Papel e caneta para mostrar minha fé.
Minha vida é assim.
Acordo, me arrumo e faço meus poemas.
Falo das belezas e afins,
Mesmo que algumas pessoas façam parte dos meu temas.
Continua...
Será?
Graças a Deus, a vida ainda não perdeu o gosto.
A vontade de viver sobrevive.
Mesmo que não haja quem me anime.
Pessoas passam na minha frente.
Todos com sua altivez.
Indo trabalhar, estudar,
Namorar, roubar, talvez.
Ninguém me olha.
Como se eu fosse um animal.
Mas ainda não tomei banho.
A culpa é minha de não estar legal.
Agora que já me arrumei
Pareço outro homem.
As mulheres me lançam olhares.
E os homens também.
Claro, os olhares delas são cintilantes e belos.
Os deles são raivosos e amarelos.
Elas gostam do que estão vendo.
Eles, por dentro, estão se roendo.
Vou para meu lugar de costume.
Ganharei meu pão e meu café.
Espero que alguém me arrume
Papel e caneta para mostrar minha fé.
Minha vida é assim.
Acordo, me arrumo e faço meus poemas.
Falo das belezas e afins,
Mesmo que algumas pessoas façam parte dos meu temas.
Continua...
Será?
Marcadores:
teto de céu
segunda-feira, 15 de março de 2010
Não Há Nada...
Não há nada que me faça feliz,
Não há nada que me faça sorrir,
Não há nada que me dê sonhos,
Não há nada que me faça viajar,
Não há nada que coloque meus pés no chão,
Não há nada que me deixe confuso,
Não há nada que me faça entender tudo,
Não há nada que eu queira,
Não há nada que esteja longe,
Não há nada que esteja perto,
Não há nada lindo,
Não há nada que me torne lindo,
Não há nada que me dê forças,
Não há nada que me dê esperanças,
Não há nada que seja perfeito,
Não há nada perfeito que tenha defeitos,
Não há nada que eu queira bem,
Não há nada que eu pense,
Não há nada que me acorde,
Não há nada que me ajude,
Não há nada que me mostre um caminho,
Não há nada que brilhe,
Enfim,
Não há nada...
... como você.
Não há nada que me faça sorrir,
Não há nada que me dê sonhos,
Não há nada que me faça viajar,
Não há nada que coloque meus pés no chão,
Não há nada que me deixe confuso,
Não há nada que me faça entender tudo,
Não há nada que eu queira,
Não há nada que esteja longe,
Não há nada que esteja perto,
Não há nada lindo,
Não há nada que me torne lindo,
Não há nada que me dê forças,
Não há nada que me dê esperanças,
Não há nada que seja perfeito,
Não há nada perfeito que tenha defeitos,
Não há nada que eu queira bem,
Não há nada que eu pense,
Não há nada que me acorde,
Não há nada que me ajude,
Não há nada que me mostre um caminho,
Não há nada que brilhe,
Enfim,
Não há nada...
... como você.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Atualização!
Eis que vos digo: título infame para o blog mais desatualizado da internet. Ou melhor, o segundo blog mais desatualizado da internet, perde para meu outro blog que não vê a presença das letras de seu "escriba" (como diz o Daniel do "Deitando o Gato na Grelha", ótimo blog que, acredito eu, vou falar mais adiante...) a mais tempo que este que estás a ler.
A questão é a seguinte: a falta!
Sim, a falta. Não apenas falta de tempo, de dinheiro, de mulher, de carro, ou alguma outa coisa do tipo. A falta de ideias (sim, sem acento, né, Thalita? ;-D) a que fui acometido.
Fiquei um bom tempo sem ideias, não que isso tenha sido completamente resolvido, mas estou voltando para vocês, queridos leitores, que gastam seu precioso tempo, wich is money, para vir até aqui e se deparar com tão inúteis palavras. Aqui e no meu outro blog, que também ganhará algumas atualizações. (Não deixe de visitar.)
Enfim, como disse anteriormente, falarei hoje, também, do "Deitando o Gato na Grelha", um ótimo blog que achei dia desses, enquanto estava aproveitando um dos momentos de inatividade no meu trabalho, que são muitos e me fazem sentir ainda mais culpa por não postar nada para vocês. Mas o blog é bom, gostoso (ui...), bem humorado e fala sobre uma das minhas grandes, se não for a maior, paixões: Comida.
Não é qualquer comidinha de pessoas estranhas que visitam o site da Ana Maria Braga. Estamos falando de comida boa! Com "sustança"! Estamos falando de churrasco! Ou melhor, o Daniel está falando. Eu só leio e fico imaginando quando poderei fazer tais experiências.
De qualquer forma, indico o blog para quem gosta de churrasco, para quem não gosta, para quem odeia e para qualquer pessoa que esteja lendo este texto tão cheio de conteúdo. [/ironia] (Acreditam que eu esqueci a palavra "ironia"? Tive que procurar no Gooooooogle para saber o que queria falar. Isso é pra vocês perceberem meu estado mental...)
Outra coisa que queria falar... Não lembro... Enfim... Voltem a visitar os blogs. Prometo que serei menos irresponsável com minha assidualidade.
Peraí! Que história é essa?! Todo mundo sempre soube que não sou assíduo na internet!
Ok... tentarei agradá-los um pouco mais com minhas destilações intelectuais.
E meu "ho-ho-ho!" vos basta. [/bom velhinho mode] (ops... isso é do outro blog... Ah! Que se exploda!)
(*Esse post é oferecido com muito carinho à Thalita, que sentiu tanta saudade de meus posts que me fez prometer algo para hoje. Ok, ela não me fez prometer, fiz isso com toda minha liberdade mental. Thalita, Beijomeliga =*)
A questão é a seguinte: a falta!
Sim, a falta. Não apenas falta de tempo, de dinheiro, de mulher, de carro, ou alguma outa coisa do tipo. A falta de ideias (sim, sem acento, né, Thalita? ;-D) a que fui acometido.
Fiquei um bom tempo sem ideias, não que isso tenha sido completamente resolvido, mas estou voltando para vocês, queridos leitores, que gastam seu precioso tempo, wich is money, para vir até aqui e se deparar com tão inúteis palavras. Aqui e no meu outro blog, que também ganhará algumas atualizações. (Não deixe de visitar.)
Enfim, como disse anteriormente, falarei hoje, também, do "Deitando o Gato na Grelha", um ótimo blog que achei dia desses, enquanto estava aproveitando um dos momentos de inatividade no meu trabalho, que são muitos e me fazem sentir ainda mais culpa por não postar nada para vocês. Mas o blog é bom, gostoso (ui...), bem humorado e fala sobre uma das minhas grandes, se não for a maior, paixões: Comida.
Não é qualquer comidinha de pessoas estranhas que visitam o site da Ana Maria Braga. Estamos falando de comida boa! Com "sustança"! Estamos falando de churrasco! Ou melhor, o Daniel está falando. Eu só leio e fico imaginando quando poderei fazer tais experiências.
De qualquer forma, indico o blog para quem gosta de churrasco, para quem não gosta, para quem odeia e para qualquer pessoa que esteja lendo este texto tão cheio de conteúdo. [/ironia] (Acreditam que eu esqueci a palavra "ironia"? Tive que procurar no Gooooooogle para saber o que queria falar. Isso é pra vocês perceberem meu estado mental...)
Outra coisa que queria falar... Não lembro... Enfim... Voltem a visitar os blogs. Prometo que serei menos irresponsável com minha assidualidade.
Peraí! Que história é essa?! Todo mundo sempre soube que não sou assíduo na internet!
Ok... tentarei agradá-los um pouco mais com minhas destilações intelectuais.
E meu "ho-ho-ho!" vos basta. [/bom velhinho mode] (ops... isso é do outro blog... Ah! Que se exploda!)
(*Esse post é oferecido com muito carinho à Thalita, que sentiu tanta saudade de meus posts que me fez prometer algo para hoje. Ok, ela não me fez prometer, fiz isso com toda minha liberdade mental. Thalita, Beijomeliga =*)
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